A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul exibe na quarta-feira (22 de agosto), às 18h30, na sala Rubens Corrêa, do Centro Cultural José Octávio Guizzo, o filme A Pele que Habito. A exibição faz parte do projeto Cinema (d)e Horror, uma parceria entre a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e a FCMS. A entrada é gratuita.
Dirigido por Pedro Almodóvar, A Pele que Habito (2011/Espanha/117min\16anos) conta a história de Roberto Ledgard (Antonio Banderas), um conceituado cirurgião plástico que vive com a filha Norma (Bianca Suárez). Ela possui problemas psicológicos causados pela morte da mãe, que teve o corpo inteiramente queimado após um acidente de carro e, ao ver sua imagem refletida na janela, se suicidou.
O médico de Norma acredita que esteja na hora dela tentar a socialização com outras pessoas e, com isso, incentiva que Roberto a leve para sair. Pai e filha vão juntos a um casamento, onde ela conhece Vicente (Jan Cornet). Eles vão até o jardim da mansão, onde Vicente a estupra. A situação gera um grande trauma em Norma, que passa a acreditar que seu pai a violentou, já que foi ele quem a encontrou desacordada. A partir de então Roberto elabora um plano para se vingar do estuprador.
“Em A Pele que Habito, Almodóvar vale-se de uma linguagem caótica e sombria para apresentar, por meio de um mosaico narrativo, uma releitura polêmica e assustadora de Frankenstein. Num tom alucinatório e dramático de horror, o filme retrata essa criatura monstruosa na bela figura da atriz Elena Anaya”, explica Carol Sartomen, coordenadora do projeto e mediadora do debate.
Inserida em meio às agruras do cenário do mundo contemporâneo, Vera, uma mulher criada (ou transformada) pelo apaixonado, vingativo e revolucionário médico Robert Ledgard (Antonio Bandeiras), é uma personagem que carrega consigo (e propõe ao espectador) uma série de questionamentos acerca de problemas que assombram a nossa realidade, tais como a violência de gênero, relações de poder, doença, loucura, ódio, medo e traição.
“A violenta trama de Almodóvar, formada por um caleidoscópio de histórias que se entrecruzam, é capaz de suscitar sobre seu espectador um tremendo efeito catártico de angústia, pavor e tensão ao lhe apresentar, por meio de uma estética do grotesco, muitas discussões de questões ainda vistas como tabus pela nossa sociedade”, acrescenta Carol Sartomen.
O Cinema d(e) Horror está em seu 5º ano, sendo administrado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPP) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, através da professora doutora Rosana Cristina Zanelatto Santos.
Geralmente tem duas exibições mensais e conta com a participação de graduandos e mestrandos da área de Letras da UFMS ou convidados especiais para as exibições e debates de filmes que tratam da categoria "Horror" no plano das artes, contando também com a participação da sociedade campo-grandense.
Serviço: Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3317-1795 ou no Centro Cultural José Octávio Guizzo, que fica localizado na Rua 26 de Agosto, 453, entre as ruas Calógeras e a 14 de Julho.






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