O cinema feito no Pará também integra a programação da XVII Feira Pan-Amazônica do Livro. Durante cinco dias, produções antigas e de novos realizadores locais estão sendo apresentadas ao público. A mostra “Esse país que se chama Pará” começou na quarta-feira (1°), no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, com a exibição de dois filmes dos anos 1930, dirigidos pelo cineasta Líbero Luxardo: “Um Diamante e Cinco Balas” e “Alma em Revista e Alma do Brasil”.
O diretor - que nasceu em Sorocaba (SP), mas viveu em Belém – é um dos principais ícones do cinema paraense, por isso ganha destaque na programação. Até este domingo (5), outras produções de Líbero Luxardo serão exibidas na mostra. Além da rara cinematografia de Líbero Luxardo, a programação inclui produções raras. Segundo a curadora da mostra, Zienhe Castro, está sendo feito um panorama do cinema no Pará. “Quem comparecer à exibição dos filmes vai conhecer, de verdade, a sétima arte paraense. Alguns filmes que serão exibidos aqui são muito raros, e só conseguimos devido à parceria com o Museu da Imagem e do Som (MIS). É uma oportunidade única para conhecer esse outro lado da nossa cultura”, ressaltou.
O ineditismo de vários filmes da mostra é um dos maiores atrativos da programação, disse o comerciante Luiz Gonçalves. “Quando vi a relação de filmes, me programei para estar aqui todas as noites. Não conheço muito do cinema paraense, e esse vai ser um bom momento para saber mais sobre a arte. Também é bom a mostra ocorrer na Estação das Docas, porque saindo do cinema ainda podemos fazer várias coisas no local”, declarou.
“Esse país que se chama Pará” ainda apresenta produções como “Vila da Barca”, de Renato Tapajós; “Permanência”, de Vicente Cecim, e “Brutos Inocentes”, de Líbero Luxardo. No domingo, a programação será especial, com a pré estreia de “Ópera Cabocla”, novo filme de Adriano Barroso.
A entrada para a mostra é gratuita. A programação completa está no site www.estacaodasdocas.com.br.
Fonte: Agência Pará de Notícias






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